BIMI SHU YKAYA Inédito no RJ Selecionado PREMIADO


Bimi tornou-se a primeira mulher indígena Huni Kuin a organizar sua própria aldeia, uma atividade até então exclusiva dos homens. Em sua trajetória de vida, por sua personalidade forte e determinada, enfrentou uma série de dificuldades. Sobretudo devido a questões hierárquicas e tradicionais do povo Huni Kuin, uma sociedade essencialmente patriarcal, resultando na saída de sua terra indígena de origem, culminando na organização de uma nova aldeia, na qual desenvolve vários papéis, dentre eles, pajé de cura, detentora de saberes ancestrais do povo Huni Kuin.
Direção: Yube Huni Kuin; Isaka Huni Kuin; Gilson Huni Kuin
Duração: 52min
UF/Ano: AC/2018
Classificação Indicativa: 14 anos
Equipe: Roteiro: Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Tiago Campos. Produção Executiva: Diego Medeiros. Direção de Produção: Sérgio de Carvalho. Direção de fotografia: Ernesto Carvalho. Som: Tiago Campos. Montagem: Tiago Campos. Mixagem: Nicolau Domingues. Desenho de som: Nicolau Domingues.
Elenco: Bimi, Isaka e Siã Huni Kuin
Contato: A.S.C E SOUZA - PRODUTORA ; Saci Filmes - saciconteudo@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/bimifilme/

Texto Premiação


"A mostra territórios da Mostra do Filme Livre se propôs a explorar obras que refletem sobre o uso da terra, urbanidades e migrações, e que tinham em comum a busca por um tempo inerente aos espaços e situações filmadas. Filmes que trouxeram a urgência de lutas por territórios - físicos, espirituais ou imaginários - e relatam o momento presente da sociedade brasileira.

Neste contexto o filme BIMI SHU IKAYA se destaca pela abordagem da linguagem cinematográfica que utiliza o ritmo da vida e dos acontecimentos numa profunda relação com o tempo que o cinema consegue conceder à narrativa. Ao usar da metalinguagem como artificio à narrativa, o filme ganha potência ao revelar a urgência e a pertinência da ferramenta do cinema para preservação da memória da avó Bimi (e de toda a cultura dos povos indígenas, que tem a característica da oralidade, orgânica e efêmera).

O território encenado é o território físico da floresta, mas também o da memória. O diretor busca preservar a vida da avó como uma forma de preservar a sua luta e sua importância na cultura de seu povo, como alguém que modificou as estruturas e hoje tem um papel de liderança e compartilhamento de conhecimentos na tradição oral. O momento do filme é o momento de louvar a trajetória de Bimi. Para além disso, BIMI SHU IKAYA é também uma busca metalinguística pelo lugar/território dentro do cinema, do acesso a apoios e incentivos para exercer a atividade como maneira de sobrevivência. Um lugar de existência, do saber e de persistir. A resistência e a permanência como forma de conhecimento e tradição.

BIMI SHU IKAYA evidencia o potencial do cinema como possibilidade democratizadora que, com o suporte do projeto Vídeo Nas Aldeias (de Vincent Carelli), tem colocado a ferramenta audiovisual e sua capacidade de registro, ao alcance dos povos indígenas.'

Júri MFL2019 Brasília - Liz Sandoval, Tadeu Brito e Juliana Melo, coletivo Cinema Urbana

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(informações fornecidas pelos filmes no ato da inscrição online)




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