TEXTOS

O CINEMA DE OUVIR E A RUÍNA - Rodrigo Lopes de Barros

A prática comandante do cineasta Olívio Tavares de Araújo de dirigir, fotografar, montar e escrever os roteiros da maioria de seus quase 60 filmes realizados de 1969 a 2007 (como pode ser observado na filmografia em anexo, cedida pelo diretor) é, poderíamos ousar fazer a conexão, uma característica de sua obra que aponta certa afinidade a uma linha curatorial estabelecida ao longo dos (...)


CAMINHOS PARA O ABISMO - Diego Franco e Scheila Franca

A MFL confere à sessão Caminhos o papel de se construir através de filmes de estudantes realizados em oficinas, escolas, cursos de formação em cinema e audiovisual, seja em nível técnico ou universitário. Mais ainda, filmes que se lançam no vazio, como enuncia Safatle, ao buscar a experiência de filmar, de expressar-se através do dispositivo cinematográfico, quando se ainda tem (...)


PANORAMAS NA NOITE - Diego Franco e Scheila Franca

E, no início, não havia Panoramas Livres. Não porque não existissem filmes inscritos na MFL deste ano que não pudessem, de alguma forma, representar tendências e poéticas que nós, da curadoria, consideramos representativas do cinema brasileiro contemporâneo, sobretudo em seu recorte mais independente. A questão é que os filmes - os que nos interessam (...)


LONGAS LIVRES - Scheila Franca

“Ela não está aqui”, cartela de uma das falas do início do filme Buraco Negro, uma das sete obras selecionadas para compor a sessão Longas Livres, sintetiza o que este texto de apresentação gostaria de dizer: a liberdade fílmica do cenário independente brasileiro contemporâneo, ela não está aqui ou em filme algum. E nem (...)


CINEMAS EM ATOS - Diego Franco

cinediário de uma cidade espectro, prazer pela indefinição do sonho que de tão subjetivo busca filmar em meio ao caos o objeto indefinido do desejo entre flores e velas que fluem aceleradas como a passagem da criança pelos castelos de areia das praias esquecidas da infância. em poços de caldas a luz do sol delira como uma lembrança (...)


DESTAQUE MARCUS CURVELO - Gabriel Sanna

Há algum tempo o trabalho do coletivo CUAL vem sendo acompanhado de perto pela MFL, graças especialmente à minuciosa pesquisa de Marcelo Ikeda, que através de técnicas avançadas de meditação budista e ayahuaska sempre foi o primeiro a saltar nos abismos mais escuros quando trata de psicografar novos nomes para o cenário da movimagética tupiniquim. Esse é mais um (...)


AUTORIAS - Gabriel Sanna

Autorias vem sendo, ano a ano, uma das mais representativas sessões da Mostra. Aqui toda a diversidade que visamos contemplar é representada nos fi lmes de pessoas que há muito tempo se dedicam ao cinema não apenas como meio de vida, mas sobretudo como forma de luta e resistência - política, estética e conceitual. (...)


CABINES LIVRES - Diego Franco

Criada em 2012, as Cabines Livres surgem de uma certa dificuldade que a curadoria sentia de incluir nas sessões regulares das salas de cinema filmes que, de alguma maneira, compreendiam-se ligados ao universo da videoarte. Os filmes programados nesse recorte dialogavam entre si por possuírem narrativas que rompem com um discurso audiovisual linear e sequencial, por serem (...)


OS ESPÍRITOS DO BRASIL E ADVERSIDADE DE EXPRESSÕES DE FÉ EM HÍBRIDOS - Ricardo Oliveira de Freitas

Híbridos, os Espíritos do Brasil é um documentário experimental, de cunho etnográfico, como veremos adiante, que se compromete a revelar, desde o título, as múltiplas e diversas formas de religiosidades praticadas no Brasil. Dirigido por Vincent Moon e Priscilla Telmon, o acerto do filme reside no fato de que, ao relacionar o hibridismo à pluralidade de (...)


ESPECIAL JORGE O MOURÃO - Chico Serra

A MFL apresenta uma sessão de curtas radicalmente experimentais do artista plástico, cineasta superoitista, escritor e jornalista Jorge O Mourão. São quatro filmes que compõem os “Fab Four” dos ARCHIVES IMPOSSIBLES by Mourão, e um episódio realizado em 2010 por Clovis Molinari Jr. dentro da série documental Super8 - Tamanho também é Documento, exibida pelo Canal (...)


ESPECIAL TANTÃO - Guilherme Zarvos

Conhecer este Ser tão leve, entretanto, entrando pelo CEP 20.000, evento no Rio de Janeiro desde 1990, este Ser, com sua música eletrônica produzida em alta tecnologia. Algo muito simples em suas mãos Tantânicas: já havia participado do grupo Black Future, que eu conhecia, mas ele, Das Tanta, foi só naquele dia e daí somos amigos e (...)


MUNDO LIVRE - Gabriel Sanna

O recorte Mundo Livre foi criado para dar lugar a produções brasileiras realizadas em outros países, mas acabou evoluindo para uma sessão em transe, na qual o conjunto de filmes visa proporcionar ao espectador a sensação de motricidade essencial no exercício do flanar cinematográfico. Para além de agrupar filmes aleatórios feitos fora do país, a sessão tem se caracterizado (...)


TERRITÓRIOS - Scheila Franca

O cinema é ele mesmo um território a ser ocupado. Por Territórios, nome-proposta desta sessão, entendamos algo que vai além do espaço físico, da terra, ramificando-se em tudo o que atravessa a terra: o povo, suas lutas, manifestações e identidades artísticas, culturais, sociais, afetivas e familiares. Delimitações, fronteiras e limiares. Até onde pode ir o cinema (...)


QUESTÃO DE GÊNEROS - Christian Caselli

Mais uma MFL e, como sempre, nos perguntamos “o que é filme livre?”, sem saber qual a resposta (e ainda bem). Mas não questionamos a liberdade de qualquer autor(a) em fazer o que bem entender. E isto inclui a sua vontade de fazer o dito “cinema de gênero”, ou seja, obras nitidamente veiculadas a um padrão comercial, como terror, ficção-científica, faroeste etc. Os “filmes de (...)


CATÁLOGO
MFL 2018

PROGRAMAÇÃO CINECLUBES LIVRES

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