O que é MFL 2018

Quem sabe faz há horas


Na verdade meses, anos, mais de década! 17 anos depois de começar no CCBB Rio por uma semana, o sonho de mostrar filmes que ninguém mostrava se realizou, cresceu ano a ano até se tornar, hoje, a mais relevante mostra do cinema independente brasileiro. Não é pouca coisa para o tipo de evento que queremos ser, ao difundir filmes que antes nem eram aceitos em certos eventos e que hoje são vistos, premiados e queridos, amplificando cada vez mais a voz de quem mais precisa de espaço, pois não o acha facilmente, os que fazem audiovisual sem precisar de editais públicos ou verbas imensas, os independentes, livres!


Dividimos esta conquista com todos que, de algumas formas, participam desta cativante aventura conosco, seja mandando e/ou exibindo filmes, participando das sessões, debates ou das oficinas. Nosso foco sempre foi e segue sendo a valorização do filme autoral, pessoal e/ou coletivo, feito sem muita grana mas repleto de gana, por motivos que vão além do comercial, mais importando a vontade e a capacidade de se expressar audiovisualmente, dizer ao mundo, também poeticamente, algo que ele ainda não sabe, esqueceu ou mesmo nem gosta, filmes que revirem e coloquem em questão a vida e o cinema feito agora neste planeta.


O mais importante são os filmes, é por eles nascemos, lutamos e resistimos, mostrando ao público obras ímpares, feitas de formas idem. A produção brasileira é tão grande quanto instigante e nosso foco tem sido ajudar a milhares de filmes a serem mais e melhores vistos, reconhecidos. Esse é o nosso papel, descobrir onde estão as diferenças em nosso tão cativante cinema não comercial e mostrar, literalmente, que há muita qualidade e questões relevantes neste cinema possível, que vai léguas além do entreter e agradar a maioria.


Guilherme Whitaker

Mostrando Filmes Livres




Em 2017 estaremos no CCBB Rio (a partir de 29 de março) e no CCBB de Belo Horizonte (a partir de 17 de maio), em São Paulo (Matilha Cultural), em Niterói (Cine Arte UFF) e pela primeira vez na América do Norte, em Boston (Boston University), e claro, na maior ação cineclubista em voga no Brasil, os Cineclubes Livres (inscrições em breve). 


Este ano tivemos 1.155 filmes inscritos, sendo apenas 196 (18%) feitos com apoio estatal direto; 341 filmes de escola e 859 inéditos no RJ; o inscrito mais antigo foi de 1982. No total tivemos 99 longas (mais de 60min.) inscritos, e 30 foram selecionados. Foram selecionados 170 filmes, apenas 15% dos inscritos. Outros 40 filmes foram convidados, totalizando 210 filmes nesta edição. 


Dos selecionados, 52 filmes tiveram apoio estatal, cerca de 36%, um recorde em comparação aos anos anteriores, apontando que filmes incentivados estão ficando mais livres, não vamos reclamar!


Dos filmes selecionados, 90 são inéditos no RJ, 52%! 39 são filmes de escola (dos 341 inscritos), um ótimo número, correspondendo a 24% do total de filmes na mostra! 


Inscritos selecionados, por UF: SP= 338/36, RJ= 268/52, MG = 111/17, CE = 54/13, PE; 51/10, GO = 49/3, PR = 48/8, RS = 39/5, BA = 39/7, DF = 33/2, PB = 22/3, SC = 22/6, ES = 20/2, PA = 5/1, MA= 3/2


Pela primeira vez fizemos uma compilação de informações relacionadas ao gênero na direção dos filmes e colhemos estes interessantes dados:dos inscritos, 252 (22%) tem mulheres na direção. E dos selecionados, 61 filmes são dirigidos por mulheres, ou seja, 36% do total !!!


Dos filmes dirigidos por homens, apenas 13% foram selecionados, enquanto 24% foram feitos por mulheres. Em 2015 tivemos 1.500 inscritos, 256 feitos por mulheres, com 53 selecionados. Em 2016 foram 1.300 inscritos, com 158 filmes feitos por mulheres e 49 selecionados, ou seja, em 2017 teremos um recorde de filmes dirigidos por mulheres, 61!


Seleção e programação da MFL2017 em breve!


A MFL é gratuita como deveriam ser todos os eventos feitos 100% com verbas públicas!!