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O Signo das Tetas Inédito* Selecionado PREMIADO


Um road movie sobre a jornada de um homem pela paisagem do interior do Maranhão, em busca das memórias de sua infância. A segunda parte da "Trilogia Dantesca", do diretor Frederico Machado, iniciada em seu primeiro longa, O Exercício do Caos.
Direção: Frederico Machado
Duração: 70min
UF/Ano: MA/2015
Classificação Indicativa: 16 anos
Equipe: Direção, Roteiro, Produção e Fotografia: Frederico Machado / Produção: Mauricio Escoba / Montagem: Raimo Benedet / Trilha Sonora: Flo Menezes / Desenho de Som: Erico Paiva / Preparador de Elenco: Hilter Frazão / Elenco: Lauande Aires, Rosa Ewerton, Maria Ethel e Nauro Machado
Elenco: Lauande Aires, Rosa Ewerton, Maria Ethel e Nauro Machado
Contato: Frederico da Cruz Machado - frederico@lumefilmes.com.br
Facebook: http://osignodastetas
Website: http://www.lumefilmes.com.br/distribuidora

PROGRAMAÇÃO

Texto Premiação


DA ESTUPEFAÇÃO AO ÚTERO DO MUNDO - O SIGNO DAS TETAS Quem descobrir o verdadeiro significado destes ditos nunca morrerá: Deixe que o buscador não pare sua busca até que ele encontre. E quando ele encontrar, estará em grande confusão. E depois de estar confuso, Ele ficará maravilhado, E reinará sobre o Todo. Evangelho de Tomé A filmografia de Frederico Machado tem se baseado na obra de Nauro Machado, seu pai, que recentemente nos deixou, a todos, órfãos de sua imensa poesia. Maranhense radical, Nauro viveu absolutamente afastado dos holofotes e imerso na arte da palavra. Sua obra alia rigor formal e mergulho profundo nas escarpas, vãos e abismos da existência. O Signo das Tetas é o segundo filme da trilogia dantesca, idealizada por Frederico, baseada em livros e poesias de Nauro Machado. O primeiro O Exercício do Caos e o terceiro, ainda por vir, As Órbitas da Água, completam o tríptico cinematográfico. O Signo das Tetas é um filme radical. Um épico dividido em capítulos. Um homem, sem nome, estupefato e perplexo, vaga em busca de algo. Esse homem se confunde com a paisagem, com as situações e com a natureza que o cerca. Não se distingue o que é homem do que é paisagem. É como se o inconsciente da personagem vomitasse o mundo, num sonho desperto. Atormentado pela lembrança dos seios da mãe, viaja sem rumo e se encontra exatamente onde o seu pé se fixa. Entre citações poéticas, a jornada se estende entre um prostíbulo, a casa da mãe e o mundo. O primeiro plano do filme já denota a crueza do que está por vir. Uma senhora (a mãe) se despe e toma banho de balde na penumbra da noite, enquanto seu filho (o homem) observa. O corpo envelhecido é mostrado sem subterfúgios, assim como todos os corpos que aparecem nus o são também. Repleto de poesia, o cinema de Frederico Machado faz jus à obra do pai, que também atua no filme incorporando um misterioso personagem místico em aconselhamento poético e enigmático ao anti-herói atormentado. A excepcional montagem não-linear, cheia de falsas continuidades, e o desenho de som onírico, colaboram para criar uma atmosfera de realismo fantástico. Tudo isso permeado pela paisagem e personagens com a cara do interior do Maranhão. Em uma das sequências, Frederico Machado “aproveita” uma festa do boi, típica da região, e “joga” o homem a dançar entre mascarados, que ganham então ares fantasmagóricos enquanto a câmera “bêbada” o acompanha, atitude que denota extrema habilidade do realizador em se valer da realidade para exprimir o que deseja. Portanto, cinema brasileiro até a última gota, desde o protagonista, às paisagens e ao menos visível figurante. Vale menção à atuação espetacular de Lauande Aires, que confere à personagem densidade corporal e facial necessária à tormenta que o acompanha. O Signo das Tetas, apesar de extremamente brasileiro, é cinema universal. Suas premissas perpassam estados nações. É o ser humano e a existência que estão em jogo. Nossas idiossincrasias psicológicas entre sexualidade e religião, amor e mistério, crueza e lirismo. Somos nós que estamos na tela a buscar sentido e, perplexos após a jornada, podemos por fim, entrar no útero do mundo, beber o leite primordial e deitar na proa de um barco a remo, enquanto o sol penetra cada pedaço do corpo, maravilhado pela vida. Ricardo Mansur


(informações fornecidas pelos filmes no ato da inscrição online)
* Inédito no RJ/SP/DF/BH


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