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Parque Soviético Selecionado PREMIADO


Amor é guerra fria.
Direção: Karen Black
Duração: 10min
UF/Ano: RJ/2013
Classificação Indicativa: 10 anos
Equipe: Direção: Karen Black Fotografia: André Gil Mata / Montagem Karen Akerman / Edição de som e música Luís Eduardo Carmo / Direção de arte Melissa Dullius / Som direto Edoardo Petrelli / Elenco: Gustavo Jahn e Isabella Parkinson
Elenco: Gustavo Jahn e Isabella Parkinson
Contato: Karen Barros da Fonseca - karenblackbarros@gmail.com

PROGRAMAÇÃO

Texto Premiação


Há certa dicotomia maniqueísta bastante recorrente no cinema contemporâneo a partir da qual é cada vez mais óbvio classificar filmes nalgum lugar entre narrativos ou ensaísticos, politizados ou despojados, por vezes alienados, anti-industriais ou pelegos, feitos por utopia, diversão, dinheiro ou mesmo amor... talvez seja um sintoma de era, esta em que as posições se mostram cada vez mais radicais, guerra fria não declarada onde os deslimites da artevida se tornam inquestionáveis, assim como as panelas de aço inox que se batem às janelas em razão histérica na mesma intensidade com que cassetetes acariciam o lombo da última black block virgem do carnaval de primavera mi/careta carioca… Em meio a esse mar turbulento e lamacento (valeu Vale!) alguns trabalhos se ancoram feito ilhotas à deriva em busca (intencional(?)) por equilíbrio, ou ao menos por um olhar menos estereotipado acerca dos arquétipos que sem notar nos tornamos a cada dia, quando por exemplo escolhemos entre gasolina ou motricidade orgânica, flúor ou cúrcuma, boi ou soja, couve paraguaja ou power skunk geneticamente catalisado em amsterdanos… Desde a primeira vez que vi Parque Soviético, já há algum tempo, me chamou atenção como Karen Black, através de sua dupla de protagonistas, aborda de forma sutil, perspicaz e extremamente bem humorada conflitos pungentes de nosso tempo sem em qualquer momento soar didática, panfletária, ingênua ou prepotente. O filme, mínimo, como tudo de mais complexo no mundo, é uma ode à diversidade, e apresenta um convite ao diálogo para muito além do niilismo juvenil que contamina cada vez mais as posições políticas de esquerda ou direita, se é que ainda é possível estabelecer tal parâmetro num mundo cada vez mais governado por neoliberais e refletido/criticado pelos ditos humanistas (marginais?). Em meio a isso tudo uma breve imagem nunca me fugiu da retina e me mata de rir a cada vez que reassisto esse pequeno filme-pérola que agora temos a felicidade de abraçar: quando Melissa, anti-musa do cinema autoral brasileiro (e cada vez mais mundial), posa para um selfie ao pé de Stalin em Berlim - cidade que carrega em suas cicatrizes antigos sintomas de tal dualismo. Há nesta imagem uma síntese incrivelmente poética de todos esses conflitos recorrentes a que estamos expostos e que, para mim, parecem fazer cada vez menos sentido ou, se um dia já fomos todos marcos, vale pensar um trocadilho para com a antiga moeda alemã: somos todos euros? Todos afros? Todos índios? Todos black? Ao menos por 10 minutos, somos todos tudo ou nada. Gabriel Sanna


(informações fornecidas pelos filmes no ato da inscrição online)
* Inédito no RJ/SP/DF/BH


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