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Ruby Inédito* Selecionado PREMIADO


Ruby é um pintor outsider que vive sozinho em uma casa próxima à praia.
Direção: Jorge Loureiro, Guilherme Soster, Luciano Scherer
Duração: 17min
UF/Ano: RS/2014
Classificação Indicativa: Livre
Equipe: Direção: Guilherme Soster, Jorge Loureiro, Luciano Scherer Direção de Arte: Guilherme Soster, Jorge Loureiro,Luciano Scherer Cinematografia: Guilherme Soster, Jorge Loureiro Montagem: Luciano Scherer, Diego Esposito Edição de som: Guilherme Soster
Elenco: Luciano Scherer
Contato: Luciano Scherer - lucianofscherer@hotmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/FilmeRuby/?fref=ts
Website: http://www.lucianoscherer.com/Ruby

PROGRAMAÇÃO

Texto Premiação


Filme, filme mesmo! – Ruby “Todos os grandes filmes de fição tendem ao documentário, assim como todos os grandes documentários tendem à ficção”. Jean Luc Godard Muito já se discutiu sobre os limites entre o cinema documentário e a ficção. A despeito disso, o assunto não se encerra facilmente. O cinema contemporâneo tem se desdobrado, cada vez mais, numa linha tênue entre o fluxo da realidade e a ficção. Há pouco tempo esteve no Brasil a realizadora vietnamita Trinh T. Minh-Ha mostrando sua obra integral, onde passeia por questões de gênero, política cultural e pós-colonialismo, no que se poderia chamar superficialmente de cinema documentário. Mas a dialética das imagens e da matéria em que se debruça estende os limites do rótulo. A própria realizadora rejeita a classificação e prefere que os seus filmes sejam denominados como filmes. Apenas, filmes. Sem mais. Ruby é um filme peculiar. A princípio revela uma personagem de comportamento estranho e hábitos não convencionais. O primeiro plano mostra um banheiro entupido de plantas e a personagem a se esgueirar por aquela floresta caseira até emergir numa banheira, também cheia de plantas. A estranheza ganha mais corpo quando Ruby (o protagonista) começa a falar de si. Diz que é pintor, olha para a câmera, mostra uma tela que está trabalhando e discorre sobre seus gostos. Sua fala é eivada de certo alheamento e sua expressão revela um ser delicado e atordoado. Tudo parece ficção, apesar da forma documental em que o filme se apresenta. Ruby continua a falar sobre si. Revela pensamentos, apresenta um orquidário e mostra Júlia, sua planta favorita. A câmera segue Ruby a apresentar ovos de caracóis na praia, animais mortos, que ele enfeita, um piano desafinado que sua mãe tocava, fotos de parentes que ele mantém na parede da sua casa para que os espíritos fiquem em paz, diz ele. O filme segue, mas a atmosfera não permite que você chegue a conclusão se é uma encenação ou se Ruby é real. Mesmo que seja real, Ruby está encenando. Com uma câmera apontada, quem é capaz de não encenar? Ruby, por fim, expõe para a câmera um forte drama íntimo, sem avisos prévios, quase ao fim do filme. Agora tudo parece real. Apesar disso, ainda fica a pergunta: será que é real? Mas, de que importa saber? Real ou ficção, Ruby é um instigante personagem de um filme que leva o seu nome. Um filme, filme. Filme, filme mesmo! Ricardo Mansur


(informações fornecidas pelos filmes no ato da inscrição online)
* Inédito no RJ/SP/DF/BH


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