A MFL 2012 já rolou no Rio de Janeiro, tendo levado mais de 6 mil pessoas ao CCBB Rio. Agoar ela vai começar em Brasília e São Paulo. Os filmes abaixo selecionados fazem parte da programação do evento, que pode ser consultada clicando nos filmes, no item programação no Menu ou nos calendário na lateral da capa do site.

Premiado Inédito
(informações fornecidas pelos filmes no ato da inscrição online)

Djalioh
Programação

Texto Premiação


Montador de filmes sintomáticos como A Idade da Terra, de Glauber Rocha, Triste Trópico, de Arthur Omar, e Crônica de um Industrial, de Luiz Rosemberg Filho, entre vários outros, Ricardo Miranda é parte significativa de um "cinema de invenção". Seu trabalho como realizador, menos conhecido do que deveria, ainda merece ser melhor avaliado. Nesse sentido, DJALIOH talvez seja o seu trabalho mais radical. Se Miranda é mais conhecido através da montagem de filmes delirantes e elípticos, o sinuoso Djalioh é um filme muito mais de encenação do que de montagem, mostrando a versatilidade do diretor. Essa adaptação sensual de um conto de um jovem Flaubert seduz por seu tom misterioso, pelo absoluto rigor da mise-en-scène e por suas influências straubianas. Ainda assim, uma sensualidade imanente anuncia a iminência de uma tragédia. Entre o lírico e o mórbido, entre a razão e o instinto, entre o explícito e o implícito, entre a literatura e o cinema, Djalioh é um filme de falsas aparências, misterioso e soturno, contando ainda com o expressivo trabalho dos atores Otávio III, Bárbara Vida e Mariana Fausto. Sem contar com recursos públicos, com baixíssimo orçamento, num trabalho cooperativo entre os membros da equipe, o rigor de Djalioh quebra supostos cacoetesdo cinema independente, comprovando que invenção não é uma questão de idade e sim de coragem. Por Marcelo Ikeda


Djalioh é um ser estranho. Nascido no Brasil vai para França aos 16 anos e apresenta-se de maneira não convencional, revelando-se o idiota da família. Incompreendido pela sociedade, sofre por amar Adèle, que está de casamento marcado com o primo Paul, Pai de criação de Djalioh. Em Flaubert, Djalioh acaba por matar e morrer em frustrado processo de compreensão da sociedade européia. Sem poder falar, desejar e agir socialmente este herói romântico vai se transformar na indignidade social dos homens. O filme é uma adaptação livre do conto QuidQuid Volueris, estudos psicológicos, de Gustave Flaubert, escrito em 1837, ano em que Flaubert tinha 16 anos.

Diretor: Ricardo Miranda
Duração: 76min
UF/Ano: RJ/2011
Formato Captação: HDV
Formato Exibição: DVD
Roteiro: Ricardo Miranda, Barbara Vida, Mariana Fausto, Clarissa Ramalho e Octavio III.
Produção Executiva: Ricardo Miranda, Barbara Vida e Beth Formaggini
Direção de Produção: Barbara Vida, Beth Formaggini e Lili de Paula.
Fotografia: Antonio Luiz Mendes
Câmera: Antonio Luiz Mendes
Arte: Luisa Tavares
Som: Victor Quintanilha
Edição: Pedro Bento ; Ricardo Miranda
Outros: colaboração afetiva na montagem JOANA COLLIER, edição de som CARLOS COX, música original FLAVIA VENTURA TYGEL, Ragas ALBERTO MARSICANO, consultoria filosófica Mathiàs Gibert
Elenco: com: BARBARA VIDA, MARIANA FAUSTO, OCTÁVIO III. atores convidados: HELENA IGNEZ, TONICO PEREIRA participação especial: CÁTIA COSTA
Contato: Ricardo Miranda - ricar.m@terra.com.br
Classificação Indicativa: 16 anos


 




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